O PT recebeu uma pesquisa do Vox Populi na semana passada. Uma pesquisa não registrada - ou seja, daquelas que não são para divulgar. O resultado da pesquisa encomendada pelo PT mostrou que a saída de Ciro Gomes favoreceu José Serra. Na pesquisa anterior do Vox, Serra ficara à frente de Dilma Rousseff por magro 1 ponto percentual (34 a 33). Na nova pesquisa, já sem Ciro, Serra foi a 37 pontos e Dilma ficou com 34 pontos.
Grifo Meu: O que o nobre colunista esqueceu é que na pesquisa do Vox Populi em questão, sem a presença de Ciro, dava Serra 38 e Dilma 33, ou seja, em comparação com a nova, Serra caiu 1 ponto e Dilma sumiu 1 ponto.
Por Deus, a matemática da Veja não é ciência exata, desde que seja pra ajudar Serra.
O governo da Grécia anunciou neste domingo (2) ter aceito o plano de austeridade econômica proposto pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O anúncio foi feito em Atenas pelo ministro de finanças do país George Papaconstantinou. Com o acordo, a Grécia passa a adotar um pacote de medidas com o objetivo de reduzir o déficit orçamentário do país em 30 bilhões de euros nos próximos três anos.
O plano era uma condição prévia para que a Grécia tivesse acesso aos fundos internacionais de até 135 bilhões de euros que tentarão salvar o país da quebra.
"O programa implica um esforço fiscal de 11 pontos do PIB, ou seja, 30 bilhões de euros em três anos (até 2013), em adição ao anunciado no programa econômico para 2010", explicou o ministro.
"Estamos sendo chamados a fazer uma escolha. Uma escolha entre o colapso ou a salvação, entre enfrentar um difícil e ambicioso programa de três anos de consolidação fiscal e de reformas estruturais, ou então levarmos o país ao fim da linha", afirmou Papconstantinou.
O ministro disse que as medidas incluem um crescimento no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público. O governo prevê agora que o país tenha uma contração de 4% do PIB em 2010 e 2,6% em 2011. O crescimento voltaria em 2012, com cerca de 1,1%.
A dívida grega é esperada para superar 140% do valor do PIB em 2013 e passará a diminuir a partir de 2014, afirmou Papaconstantinou, para quem o objetivo da ajuda financeira da União Europeia é permitir que o país possa ter acesso o mais rápido possível aos mercados financieros. "Em 2014 o déficit estará abaixo de 3%", assegurou.
A reunião que definiu o acordo foi transmitida ao vivo pela TV. No último sábado, durante as manifestações de 1º de Maio, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o plano, e foram registrados diversos confrontos entre manifestantes e a polícia.
Poucos minutos após o anúncio feito pelo ministro grego, o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), o português José Manuel Durão Barroso, recomendou ativar a ajuda financeira ao país, medida que considera "decisiva" para a estabilidade da zona Euro e para recolocar a economia daquele país nos trilhos.
"A Comissão considera que se cumprem as condições para responder positivamente ao pedido do governo grego, e recomenda que se ative o mecanismo coordenado de ajuda à Grécia", declarou Barroso em um comunicado.
GRIFO MEU: PLANO PREVÊ REFORMA FISCAL, AUMENTO DE IMPOSTOS E DIMINUIÇÃO DE SALÁRIO, ISSO ME FAZ LEMBRAR SEM NENHUMA SAUDADE DO HOMEM DA FOTO ACIMA.
Quando Fernando Lugo foi eleito presidente do Paraguai, The Economist disse, em editorial, que aquele seria o último presidente de esquerda a ser eleito na América Latina. A chegada da crise mudaria a pauta, que estaria centrada em temas propícios à recuperação da direita – ajuste fiscal e violência.
Qualquer candidato que pregue diminuição de impostos e mão dura na segurança pública sai na frente nas pesquisas. A primeira proposta apela para a desqualificação do Estado, que arrecadaria em excesso e não daria retorno em serviços à massa da população. Não importa que tipo de dessolidarização significaria pagar menos impostos, recorta-se a relação apenas com uma entidade abstrata – “Estado” -, sem levar em conta que a grande maioria dos gastos estatais são para contratar pessoal que atende a massa – em geral pobre – da população, como enfermeiras, professores, assistentes sociais. O inimigo não é a injustiça, a miséria, a falta de direitos para todos, mas se concentraria no Estado – vítima privilegiada do neoliberalismo.
O problema seria mais grave porque, mais recentemente, a mesmo The Economist afirmou que o Brasil seria um caso perdido para o liberalismo, porque, segundo eles, o voto sendo obrigatório e os pobres gostando do Estado – que é quem concede direitos -, os liberais nunca conseguiriam triunfar.
Acontece que, quem garante direitos, é o Estado. Quem coordena planos de casas populares, é o Estado. Quem desenvolve planos de contenção da maior crise econômica internacional, é o Estado. Quem pode redistribuir renda, mediante programas sociais, contrapondo-se em parte às desigualdades produzidas pelo mercado, é o Estado.
É, ou pode ser o Estado, na dependência de quem o dirige, da concepção que preside sua atuação. Na crise de 1999, o governo FHC subiu a taxa de juros a 48%, isto é, levou o país a uma profunda e prolongada crise, que teve como conseqüência a assinatura por aquele governo de mais uma Carta de Intenções com o FMI e a reiteração das medidas anti-sociais que essa carta contém.
Olhando para a recente crise mundial– consensualmente considerada a mais grave crise econômica desde 1929, terminando com a equivocada versão de que o governo Lula se dava bem porque contava com um entorno internacional favorável. -, podemos imaginar como estaríamos se o Brasil estivesse sendo governada por Alckmin, que tinha proposto o retorno ao Estado mínimo, a uma reinserção internacional como a propõe agora Serra, de ruptura das alianças com o Sul do mundo e vínculos carnais com os EUA. Teríamos uma crise como a mexicana.
O papel do Estado foi o diferencial entre a atuação do Brasil na crise de 1999 e na crise recente. Naquela, a ação do governo foi de multiplicar a crise. Nesta, o governo acionou todos os mecanismos anti-cíclicos para diminuir os efeitos da crise. Naquela crise, o Brasil foi jogado numa crise profunda e prolongada. Nesta, saímos da crise de forma relativamente rápida. Naquela, o povo pagou o preço mais caro da crise, elevando-se ainda mais o desemprego, o trabalho precário, a taxa de juros. Nesta, buscou-se resguardar o nível de emprego, de salários, as políticas sociais foram mantidas e até estendidas.
Daí que a luta pelo controle do Estado se torna tema e objetivo central da campanha eleitoral deste ano. Para que volte a ser instrumento dócil da acumulação privada – como foi nos processos de privatização levado a cabo pelos tucanos, unanimemente, sem voz dissonantes no seu ninho – ou para que seja o grande promotor do desenvolvimento com distribuição de renda, da soberania nacional e do combate à desigualdade e à injustiça social.
O PT mineiro escolhe hoje, pelo voto direto dos filiados, o seu potencial candidato ao Governo de Minas. As prévias, que decidirão entre o ex-ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel, contrariam as diretrizes do comando nacional da legenda, que insiste na formação de palanque único com o PMDB no Estado para dar sustentação à campanha da candidata do presidente Lula ao Planalto, Dilma Rousseff.
A determinação chegou a ser pela indicação do ex-ministro Hélio Costa para encabeçar chapa. Os petistas mineiros poderiam oferecer a vice e um nome para disputar o Senado. Esta semana chegou a ser ventilado que o presidente Lula tinha dado sinal verde para a Executiva intervir em Minas. Cogitou-se, inclusive, a indicação do deputado federal Virgílio Guimarães para compor a vice com o PMDB.
Costa ameaça
Apesar da pressão, o PT estadual e decidiu ir para a prévia. No entanto, quem sair vitorioso das urnas hoje não está nomeado candidato ao Palácio da Liberdade. Isso porque, do outro lado do balcão, o PMDB de Hélio Costa acompanha, atento, as negociações e não hesitará em cobrar a "lealdade" do PT estadual.
Foi o próprio peemedebista que chegou a ameaçar os revoltosos mineiros. Costa disse que se o partido insistisse em não abrir mão do comando da chapa o projeto Dilma estaria ameaçado. Isso porque o PMDB de Minas tem voto suficiente para ameaçar a aliança nacional do partido do presidente Lula.
Militância valorizada
Patrus, Pimentel e a direção estadual do PT decidiram manter as prévias para fortalecer o partido em Minas. O primeiro correu o Estado tentando convencer o eleitor a votar. "A militância tem que ser valorizada. Estamos fazendo no PT a prática democrática, que lhe é tradicional", foi o seu discurso por vários dias.
Já Pimentel, um dos coordenadores da campanha de Dilma, pisou no freio e vai para a votação sem esconder o desânimo. Pressionado diretamente pelo comando nacional, disse que as prévias não são o melhor caminho. O ex-prefeito atribuiu a Patrus a responsabilidade pelo ato de desobediência. "Tentei negociar, conversar até onde pude para evitar a disputa. Não deu, vamos às prévias", lamentou.
Indecisão e suspense
O quadro de indecisão e de suspense sobre qual coligação irá enfrentar o governador tucano Antonio Anastasia, candidato de Aécio Neves, ainda pode ter desdobramentos. Se as negociações empacarem, o PMDB tem opção de recorrer a outros partidos para fortalecer a candidatura de Hélio Costa, que, dificilmente, vai embarcar em voo solo.
Os dois candidatos votam na manhã deste domingo na sede do PT municipal de Belo Horizonte. A eleição - para a qual estão aptos 120 mil filiados petistas - acontece em todo o Estado em 605 cidades. A expectativa é de que cerca de 30 mil filiados compareçam às urnas. A votação acontece das 9h às 17h, logo depois começa a apuração. O resultado oficial deve ser divulgado na segunda-feira às 18h.
A rede de ensino pública do Estado de São Paulo tem mais 5 mil escolas, 240 mil professores e 5 milhões de alunos.
Veja este comercial. É de 2009, quando José Serra (PSDB) era governador. O tema dois professores na sala de aula é um dos principais “pontos de venda”.
O assunto é abordado rapidamente também neste recente anúncio do governo paulista.
Gostaria que o esquema dos dois professores fosse implantado na escola de seus filhos, sobrinhos ou netos? E que fosse disseminado por todo o Brasil?
“Pois a história dos dois professores na sala de aula é mentira ”, denuncia o professor Fábio Moraes. “É para iludir a população dos outros estados, pois os pais, os alunos e os professores de São Paulo já sabem que é um engodo. Eu desafio o ex-governador José Serra a mostrar uma única sala de aula na rede pública estadual onde existam dois professores. Nunca houve isso.”
Fábio Moraes é secretário do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Nessa condição, percorre continuamente toda a rede pública. O esquema propagandeado dos dois professores seria para crianças aprendendo a ler e a escrever, ou seja, nas classes do atual segundo ano do primeiro grau (antigo primeiro ano primário).
Fábio explica por que considera a propaganda enganosa:
1º) O que existe em algumas salas é a presença de um professor e de um estagiário, que não é professor formado.
2º) Os estagiários são remanescentes do Projeto Escola da Família, do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que José Serra reduziu drasticamente. Por esse projeto, as escolas eram abertas nos fins de semana para a comunidade, e os estagiários atuavam como monitores. Serra alocou então parte dos estagiários do Escola da Família no Projeto Dois professores na sala de aula.
3º) Desde 1998, há crescente municipalização do ensino das primeiras séries do primeiro grau, justamente quando as crianças aprendem a ler e a escrever. O governo do Estado foi transferindo pouco a pouco essa responsabilidade para as prefeituras. Assim, hoje são poucas escolas da rede pública estadual que atuam na alfabetização. A maior parte das classes dos primeiros anos está nas mãos das prefeituras e não do Estado, como a propaganda do governo estadual pode levar muitas pessoas a acreditar.
4º) Além disso, o governo estadual coloca até 40 alunos numa sala. Mesmo que fossem dois professores de verdade em classe, do ponto de vista pedagógico é inadequado. Já está comprovado que o ideal, para a aprendizagem, são salas de 20 alunos. Por que não organizar salas de 20 alunos com um professor em cada uma? Pedagogicamente traria mais ganhos aos alunos.
“Não somos contra os estagiários, que são vítimas também desse processo”, salienta Fábio . “A questão é a propaganda enganosa. É só marketing. Os maiores interessados – alunos, pais, professores e os próprios estagiários – não foram ouvidos, para mostrar aos governantes de plantão o que realmente é necessário para melhorar o sofrível padrão de ensino no Estado de São Paulo.”
O Viomundo consultou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre os dois professores na sala de aula. A assessoria de imprensa respondeu por e-mail:
O segundo professor será disponibilizado em classes do 2º ano do Ensino Fundamental (antiga 1ª série no ensino de 8 anos). Temos 97 instituições de ensino superior inscritas, porém até o momento foram firmados apenas 3 convênios, que totalizam 1.235 classes/alunos-pesquisadores. Os demais convênios estão em fase de finalização. Em todo Estado, são cerca de 6 mil classes, sendo em torno de 4 mil na capital e Grande São Paulo e 2 mil no interior.
Solicitamos mais detalhes, inclusive em quantas e quais escolas o projeto está implantado. A assessoria, também por e-mail, respondeu:
Temos cerca de 6 mil classes em todo Estado que contam com o segundo professor previsto no Programa Ler e Escrever. Porém o convênio com instituições de ensino superior dentro do Programa é firmado anualmente. Os convênios para 2010 se encontram em fase de conclusão.
O segundo professor são estudantes dos cursos de Pedagogia ou de Letras, como consta no histórico do Projeto Ler e Escrever.
Geralmente são chamados de estagiários. Mas oficialmente são denominados alunos pesquisadores.
Nada contra os estagiários, insistimos. É importante que eles tenham a oportunidade de aprender com os professores já formados. Mas por que o governo paulista não diz que são estagiários ou alunos pesquisadores em vez de apresentá-los como se fossem professores?
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação adota o mesmo discurso . Tal qual o anúncio, usa sistematicamente a expressão dois professores na sala de aula.
Não à toa Fábio Moraes arremata: “É só mais um dos ‘reinos’ do faz de conta do ex-governador José Serra e seus tucanos”.
SÃO PAULO - A Petrobras e o grupo Tereos, controladora da Açúcar Guarani, farão uma parceria estratégica no setor de açúcar e álcool. Pelo acordo, a estatal vai comprar, em duas etapas, 45,7% do capital da Açúcar Guarani, por R$ 1,6 bilhão, no prazo de até 5 anos. Haverá ainda uma opção para ampliar essa fatia para até 49%.
O negócio tem como objetivo acelerar o crescimento da Guarani na indústria brasileira de etanol, açúcar e bioenergia.
"Para a Petrobras, este investimento está alinhado ao seu Plano de Negócios e representa um movimento significativo no seu processo de consolidação como uma empresa de energia", diz o comunicado conjunto das companhias.
A Guarani é a quarta maior companhia processadora de cana-de-açúcar do Brasil, com capacidade de 17,4 milhões de toneladas na safra 2010/11, distribuída por sete usinas, sendo uma em Moçambique.
O acordo foi dividido em duas etapas, tomando como base um preço de aquisição de R$ 5,83 por ação.
Na primeira etapa, a Petrobras Biocombustível investirá R$ 682 milhões, via aumento de capital, na Cruz Alta Participações (Cruz Alta), controlada da Guarani.
A Cruz Alta deverá ser incorporada pela Guarani, depois que esta for incorporada pela Tereos Internacional, como já foi anunciado em março pelo grupo. Ao final desta etapa, a Petrobras Biocombustível, que é subsidiária da estatal, terá participação de 26,3% na Guarani.
A segunda etapa, que deverá ocorrer em um período máximo de 5 anos, prevê novo aumento de capital da Petrobras Biocombustível na Guarani, no montante de R$ 929 milhões, elevando a participação da companhia para 45,7% do capital da Guarani.
Além disso, a Tereos terá a opção de fazer um aumento de capital de até R$ 600 milhões na Guarani dentro de 12 meses. A Petrobras Biocombustível, por sua vez, também terá o direito de realizar novo aumento de capital, podendo elevar sua fatia na Guarani para até 49%.
Esta semana, a Anatel deu sinais de que prepara uma ampla reforma nos regulamentos e normas do setor de TV por assinatura, com vistas à abertura de novos editais antes mesmo da aprovação do PL 29/2007. Mas não são apenas estes novos documentos que prometem movimentar o setor. Estão em fase final de elaboração dentro da agência os contratos de concessão de 87 operadoras de cabo, que substituirão os contratos de 15 anos assinados em dezembro de 1996 e que vencem no final de 2011. São as primeiras operadoras de cabo que originalmente operavam como DISTVs e que ganharam as suas concessões automaticamente após a regulamentação da Lei de TV a Cabo. Entre estas concessões estão todas as mais importantes, incluindo outorgas nas cidades de São Paulo, Rio, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, diversas cidades no interior paulista e em Minas. A operadora mais afetada pela renovação das outorgas é a Net Serviços, que acabou consolidando grande parte dessas primeiras concessões, mas a TVA/Telefônica também é bastante afetada, assim como alguns operadores médios. Só não passarão por esse processo de revisão contratual aquelas empresas de cabo que ganharam as concessões no processo de licitação realizado a partir de 1998, já que os contratos são de 15 anos e só começam a vencer em 2014.
Mudanças e compromissos
Mas as mudanças para as 87 concessões pioneiras serão grandes. Primeiro, porque haverá pagamento por estas outorgas, e a definição do preço cabe ao conselho diretor da agência. Não se sabe ainda se a Anatel buscará cobrar valores equivalentes aos que foram pagos pelas outorgas no processo licitatório realizado a partir de 98 ou se usará outros critérios. Só é certo que algo será pago.
Outra mudança é que os contratos de concessão serão, em boa parte, equalizados em relação aos contratos das operadoras de cabo mais recentes. Isso porque as concessões dos primeiros operadores são simples e praticamente não têm obrigações além do que está previsto na lei do cabo. Já os operadores mais novos, que estabeleceram compromissos de cobertura e de percentuais de programação quando disputaram os editais, têm contratos bem mais amplos. A ideia da Anatel é pelo menos exigir dos operadores pioneiros compromissos de cobertura, que devem ser estabelecidos de acordo com o potencial econômico de cada cidade.
Apesar da renovação dos contratos só ser necessária no final de 2011, o processo de discussão pública deve começar ainda este ano. Internamente, os documentos estão praticamente prontos, segundo apurou este noticiário.
Na terça-feira 27, o PSB defenestrou Ciro Gomes. A Executiva do partido decidiu, por 11 votos contra 2, que os socialistas não teriam candidatura própria à Presidência da República. Mas, além desse fator, sem a presença de Ciro Gomes na competição, cresce a possibilidade de a eleição de outubro ser definida no primeiro turno. Um resultado possível em eleição polarizada, entre petistas e tucanos, e ainda com forte viés plebiscitário como será a de outubro.
Nesse ambiente inteiramente polarizado,a oposição e a imprensa que a vocaliza reagiram à decisão do PSB de retirar o nome de Ciro do páreo e, principalmente, contra a decisão de consolidar o apoio à candidata governista.
O que será dos votos de Ciro? O cientista político Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, responde à pergunta assim: “os votos de Ciro Gomes vão mais para Dilma Rousseff do que para José Serra. Em dados gerais, pelos nossos cruzamentos, 50% vão para a candidata do PT e 30% para o candidato do PSDB.”
Para ele, os 20% restantes seriam redistribuídos igualmente entre Marina Silva, do PV, e os indecisos.
“Se considerarmos as proporções para Dilma e para Serra, temos 65% dos votos indo para ela e 35% para ele”, diz Guedes.
A lógica do raciocínio de Ricardo Guedes baseia-se no princípio do que ele considera “pacto do tipo social-democrata europeu”, que teria se formado no Brasil. Ou seja, “a esquerda passa a ser institucionalizada, e a direita cede para programas sociais”.
Os votos de Ciro Gomes favoreceriam, assim, Dilma Rousseff por estar na posição de centro-esquerda do especto político.
Guedes lembra que o eleitor de Marina Silva, o terceiro nome da disputa com potencial de voto pequeno, mas possivelmente decisivo, pode vir a fazer voto útil em Dilma, na reta final das eleições. Isso ocorreu com a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, nas eleições presidenciais de 2006. Ela chegou a ter 15% das intenções de voto (um número muito próximo ao porcentual máximo atingido por Ciro nas pesquisas de 2009) e terminou com 5%.
Guedes afirma que o voto dela “fluiu para Lula”.
O nome de Plínio de Arruda Sampaio, recentemente definido como pré-candidato do PSOL, ainda não foi incluído nas pesquisas.
Ricardo Guedes engrossa o coro daqueles que acham possível (como já falou João Francisco Meira, do Vox Populi), a eleição ser decidida pela via rápida, em apenas um turno. A favor da candidata do PT.
As condições econômicas e sociais favorecem a candidatura de Dilma Rousseff, que expressa o voto na continuidade, estando a oposição com dificuldades de formular um projeto alternativo para o País. Com a tendência de maior conhecimento de Dilma, as intenções de voto permanecerão equilibradas até o início do período eleitoral, com os programas eleitorais nos meios de comunicação e os debates”.
Ao contrário do que se esperava, a questão ambiental não tomou conta dos debates. Isso projeta dificuldades para Marina manter um porcentual de votos acima de um dígito. A pesquisa Ibope, mais recente, indicou que 10% dos eleitores votariam nela se a eleição fosse hoje.
Os debates, segundo Guedes, serão fundamentais para a alteração, ou não, dessas tendências. Ele acredita que, como ocorreu com a candidatura de Heloísa Helena nas eleições passadas, parte do eleitorado de Marina Silva pode vir a fazer o voto útil. Enviado pelo amigo Amorim de São Paulo.
Fonte: Carta Capital / Coluna Rosa dos Ventos – Maurício Dias
É muita cara de pau. Depois de levar um flagrante fazendo o jogo sujo da internet,o PSDB quer calar a voz de Lula. Ameaça processar o presidente por ter feito um pronunciamento em cadeira de rádio e televisão em razão do 1º de maio, dia do Trabalho.
O presidente não indicou candidato, não pediu votos. Disse, apenas, que esperava a continuidade das políticas que desenvolveu. Deveria pregar o que? A sua revogação? Deveria fazer um apelo para que parasse a politica de gerar empregos, ou de aumentar o salário-mínimo?
Ficamos assim: Serra, do PSDB, da oposição, diz que é preciso continuar e “poder mais”. Lula diz que está tudo indo mal e que é preciso mudar. Bacana, não é?
A oposição morre de medo das falas de Lula, pela popularidade de que desfruta a junto ao povo brasileiro. E em todas as pesquisas, a maioria da população afirma que votaria em um candidato indicado por ele.
Querem privar a população de ser informada de que há mais emprego, de que há mais salário e de que é decisão de Governo privilegiar a produção e o trabalho.
Ao dizer em seu pronunciamento na quinta-feira à noite que “este modelo de governo está apenas começando”, Lula deixou a oposição em polvorosa, e ela já anunciou que vai ingressar com representação no TSE por propaganda antecipada. Os cães de guarda sairam a campo e se mostraram bem afinados. Álvaro Dias, o entrevistado de sempre pela TV Globo; Sérgio Guerra, já bem definido por Lula, e o – com o perdão das famílias – Roberto Freire acusaram o presidente de proselitismo eleitoral.
A democracia da direita se faz com o silêncio da esquerda.
* Nos tempos de FHC, o Risco Brasil estava em 2.700 pontos.
Nos tempos de Lula, 200 pontos.
* O salário mínimo quando Lula assumiu a Presidência da República, em 2003,estava em 64 dólares.
Agora, está entre 290 e 300 dólares.
* O dólar que valia R$ 3, agora vale R$ 1,78.
* FHC não pagou a dívida com o FMI, pelo contrário, pedia emprestado ainda mais.
Lula pagou em dólar e passou a emprestar para o FMI.
* A indústria naval, tão importante para o desenvolvimento do País, FHC não mexeu.
Lula reconstruiu.
* FHC não construiu nenhuma nova universidade.
Lula construiu dez novas universidades federais.
Quanto às extensões universitárias, no governo tucano não houve nenhuma.
No governo Lula foram 45.
* As escolas técnicas foram esquecidas na era FHC. Ele não construiu uma sequer.
Lula construiu 214.
* No campo da economia, as reservas cambiais no governo FHC foram 185 bilhões de dólares negativos.
No governo Lula, 239 bilhões de dólares positivos.
* O crédito para o povo/PIB no governo tucano foi de apenas 14%.
No governo Lula, com as políticas anticíclicas, alcançou 34%.
* Em relação à infraestrutura, FHC não construiu nenhuma estrada de ferro. Pelo contrário, privatizou.
No governo Lula, três estão em andamento.
* Quando Lula assumiu o governo, 90% das estradas rodoviárias estavam danificadas.
Agora na era Lula, 70% estão recuperadas.
* No campo da indústria automobilística, na era FHC, 20% em baixa.
Na era Lula, 30% em alta.
* Nos oito anos em que FHC presidiu o País, houve quatro crises internacionais, que arrasaram o Brasil.
Na era Lula, foi enfrentada uma grande crise, que o Brasil superou em razão das reservas acumuladas e das políticas anticíclicas empreendidas pelo governo.
* O cambio no governo FH era fixo, e estourou o Tesouro Nacional.
No governo Lula é flutuante, com ligeiras intervenções do Banco Central.
* A taxa de juros Selic atingiu na era FHC incríveis 27%.
No governo Lula chegou ao seu menor percentual desde quando foi criada, em 1983, 9,5%
* A mobilidade social no governo tucano foi de apenas 2 milhões de pessoas.
No governo Lula, 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza.
* FHC criou apenas 780 mil empregos em oito anos.
Lula criou 12 milhões.
* O governo tucano nada investiu em infraestrutura.
Com o PAC Lula pretende investir R$ 504 bilhões até 2010 para o Saneamento Básico,Moradia Etc.
* No mercado internacional, o Brasil no governo FHC não teve crédito.
No governo Lula, o País foi reconhecido como investment grade pelas três maiores agências de classificação de risco internacionais. Deixamos de ser um país em que o capital externo só entrava para especular para ser um país de investimentos.
Lula fez mais: * Somos respeitados no mundo inteiro como sendo o País do presente,da Copa e das Olimpíadas.
* Lula deu um aumento real (acima da inflação) de 54% ao salário mínimo.
* Com Lula, para todas as categorias de trabalhadores, o aumento real médio foi de 26% acima da inflação.
* O PROUNI colocou milhares de jovens (muitos deles carentes) no Ensino Superior.
* Taxa de desempremprego a 7% (a taxa nos EUA "primeiro mundo", está a 10%. Espanha, 20%).
* O programa Minha Casa Minha Vida, deu lar a milhares de brasileiros carentes.
* No governo Lula, o Bolsa Família nasceu para enfrentar o maior desafio da sociedade brasileira, que é o de combater a fome e a miséria, e promover a emancipação das famílias. Lula conseguiu
*Lula criou o Luz para todos
Não troque o certo pelo duvidoso. Para dar continuidade ao governo Lula...Agora é Dilma