quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ciro confirma apoio a Dilma


O deputado federal Ciro Gomes (PSB) deixou claro nesta quinta-feira (29) que irá apoiar a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ele almoçou com a petista no escritório ofical da campanha, que fica num bairro nobre de Brasília. “Não se recusa o convite de uma dama. Eu fui convidado para almoçar e vim almoçar com uma velha, velha não, nova amiga”, disse.

É o primeiro encontro entre os dois depois que Ciro foi obrigado a sair da disputa presidencial. Em abril deste ano, O partido dele, o PSB, tomou a decisão de apoiar Dilma em vez de lançar a candidatura própria. A ação foi tomada a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta quarta-feira, ele reafirmou que o PSB errou ao impedir sua candidatura. “Eu deixei por escrito desde o primeiro momento que fiquei bastante triste com a posição que o meu partido tomou. Considero ainda que o meu partido não tomou a posição correta. A democracia brasileira perdeu a oportunidade de ampliar o debate”, afirmou.

Ciro, no entanto, mostrou-se conformado e disse que irá receber Dilma no Ceará, algo que ainda não havia acontecido nesta corrida eleitoral.

“Nunca teve isso em discussão [o não apoio a Dilma]. O meu partido teve uma posição formal e eu sou disciplinado”, afirmou. “Você acha que se chegar a Dilma, uma pessoa que sou amigo há tantos anos, uma pessoa que sou companheiro, admirador, a quem meu partido está apoiando eu deixaria de recebê-la? Em nenhuma circunstância”, completou.

Ciro, porém, não explicou como se dará sua participação na campanha. O deputado sinalizou ainda que seu entusiasmo tende a aumentar no decorrer da disputa.: “Quanto ao entusiasmo, na medida em que as minhas preocupações com o futuro do Brasil vão se revelando, eu vou incrementando meu entusiasmo”.

Apesar do almoço, Ciro e Dilma não deram entrevista de forma conjunta. Ela deixou o escritório político quase três horas depois que o deputado cearense. A candidata disse que o encontro foi "muito agradável" e que possui "uma relação muito forte com o Ciro".

“Foi uma pessoa leal e corajosa na hora em que a gente mais precisava, na hora mais difícil”, afirmou Dilma. Questionada se referia à crise do mensalão, a petista respondeu que "foi ao longo do ano de 2005" _ano que eclodiu o escândalo.

Sobre o apoio do deputado, a petista disse que Ciro é quem vai definir a participação dele. “Se ele quiser participar ativamente ele vai [participar] de qualquer jeito”, disse.

A petista não disse que vai priorizar o apoio ao irmão de Ciro no Ceará: o governador Cid Gomes (PSB) é candidato à reeleição. No Estado, o PR, que é aliado ao governo Lula, também tem como candidato Lúcio Alcântara (PR). "A gente respeita as duas candidaturas", conclui.

Do IG

Nível de emprego continua crescendo nas regiões metropolitanas. Bye bye Serra 2010



A taxa de desemprego caiu de 13,2% da população economicamente ativa, em maio, para 12,7%, em junho, segundo levantamento feito em sete regiões metropolitanas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade).

A Pesquisa mensal de Emprego e Desemprego informa que o número de desempregados em junho, nas regiões de Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, São Paulo e Distrito Federal, foi inferior em 109.000 ao identificado em maio e em 380.000 ao registrado em junho de 2009..

De maio para junho, as maiores quedas do desemprego foram constatadas em Belo Horizonte, Salvador, Recife e Distrito Federal.

Também de um mês para o outro o nível de ocupação aumentou, em média, 3,9%. Essa média foi superada nas regiões de Salvador, Fortaleza, Distrito Federal e Recife. Em São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte o crescimento ficou abaixo da média.
De acordo com a pesquisa Dieese/Seade, os setores que mais contrataram trabalhadores, de maio para junho, foram os de serviços e comércio.

Na comparação de junho deste ano com junho de 2009, informa a pesquisa, 729.000 empregos foram criados nas sete regiões metropolitanas, sobretudo para obras de infraestrutura, construção de casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais. Entre os setores que mais contrataram estão o de serviços (292.000 trabalhadores) e a indústria (252.000). A construção civil aparece em terceiro lugar, com abertura de 119.000 vagas, mas foi o setor que mais cresceu – 10,7%. Já o comércio ampliou as contratações em 3,3%, contratando 100.000 pessoas.

O economista Sérgio Mendonça, do Dieese, observa que o crescimento da economia está mais pulverizado nas diversas regiões, o que reduz o movimento migratório de pessoas que saem das cidades de origem para buscar emprego em outras regiões. Para Mendonça, se o país mantiver a taxa de expansão nos níveis atuais há grande chance de que aumente o ingresso de trabalhadores vindos de outros países da América Latina.

Pesquisa no AM - Está chegando ao fim a era Artur Virgílio


A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) e o atual senador Arthur Virgílio Neto (PSDB) estão literalmente empatados com 39% na disputa pela segunda vaga ao Senado no Amazonas. Isolado na primeira colocação aparece o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) com 81%. Esses são os dados corretos da pesquisa divulgada pela Rádio CBN Manaus que, na quarta (28), errou ao passar informações parciais ao ouvinte como se fossem gerais.

Registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a pesquisa realizada entre os 20 e 27 deste mês, do Instituto Perspectiva, fez o levantamento na capital e no interior. A emissora só levou ao ar os dados do interior que registrava 77% para Eduardo, 41% para Arthur e 38,8% de Vanessa.
A emissora sentiu-se obrigada a pedir desculpas no ar e passou a divulgar os dados corretamente. Ao governo Omar Aziz (PMN) lidera com 47,2% contra 37,4% do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR). Dilma lidera na preferência dos eleitores amazonenses com 57% contra 16,% de Serra e 15% de Marina.

Nesta sexta (30) o Ibope divulga mais rodada das intenções de voto no Amazonas para presidente, governador e Senado.

Avaliação da pesquisa

No site da candidata, a coordenação de campanha avaliou o resultado da pesquisa como boa, levando em conta que as atividades começaram há pouco mais de duas semanas com Omar, Eduardo e Vanessa em visitas ao interior.

Segundo a coordenação, o resultado também já vinha sendo esperado devido o entusiasmo com o qual a população tem recebido os candidatos majoritários da coligação.

Isolado no primeiro lugar, Eduardo tem sido um cabo eleitoral de peso para Vanessa. Ele diz que o Amazonas precisa eleger dois senadores comprometidos com o projeto político que está dando certo no Amazonas e no Brasil.

O trabalho forte de Eduardo pela eleição dos dois senadores da coligação tem sido uma marca da campanha. Como liderança, Eduardo tem convencido vários prefeitos a ingressarem na campanha a favor deles.

Guerra do Afeganistão: um enigma e quatro hipóteses


A Guerra do Afeganistão se transformou numa incógnita para os analistas políticos e militares. Hoje está claro que os Talibãs não participaram dos atentados de 11 de setembro, nos EUA, e eles estão cada vez mais distantes da Al-Qaeda e das redes terroristas cuja liderança e sustentação estão sobretudo, na Somália, no Yemen, e no Paquistão.

A superioridade numérica e tecnológica das forças americanas, e da OTAN, com relação aos guerrilheiros talibãs do Afeganistão, é abismal. No entanto, a situação estratégica dos EUA e dos seus aliados, depois de nove anos de guerra, vem piorando a cada dia que passa. Em apenas um mês, o presidente Obama foi obrigado a demitir, por insubordinação, o famoso Gal. Stanley McChystal, que ele havia nomeado, e que era o símbolo da “nova” estratégia de guerra do seu governo. E agora enfrenta um dos mais graves casos de vazamento de informação da história militar americana, com detalhes sanguinários das tropas americanas, e acusações de que o Paquistão - seu principal aliado – é quem prepara e sustenta os guerrilheiros talibãs.

Depois do envio de mais 30 mil soldados americanos, em 2010, a situação militar dos aliados não melhorou; os ataques talibãs são cada vez mais numerosos e ousados; e o numero de mortos é cada vez maior. Por outro lado, o apoio da opinião publica americana e mundial é cada vez menor, e alguns dos principais aliados dos EUA, como a Holanda e o Canadá, já anunciaram a retirada de suas tropas, e a própria Grã Bretanha, vem sinalizando na mesma direção. Faz algum tempo, o general americano, Dan McNeil, antigo comandante aliado, declarou à revista alemã Der Spiegel, que seriam necessários 400 mil soldados para ganhar a guerra, e talvez por isto, quase ninguém mais acredite na possibilidade de uma vitória definitiva.

Por outro lado, o governo do presidente Hamid Karzai está cada vez mais fraco e corrompido pelo dinheiro da droga e da ajuda americana, a sociedade afegã está dividida entre seus “senhores da guerra”, e o atual estado afegão só se sustenta com a presença das tropas estrangeiras. E por fim, a luta no Afeganistão, contra as redes terroristas e contra o al-Qaeda de Bin Laden também vai mal, e está sendo travada no lugar errado. Hoje está claro que os Talibãs não participaram dos atentados de 11 de setembro, nos EUA, e eles estão cada vez mais distantes da Al-Qaeda e das redes terroristas cuja liderança e sustentação estão sobretudo, na Somália, no Yemen, e no Paquistão. E quase todos os estrategistas consideram que seria mais eficaz a retirada das tropas e o rastreamento e controle à distância das redes terroristas que ainda existam no território talibã.

Resumindo: a possibilidade de vitória militar é infinitesimal; os talibãs não defendem ataques terroristas contra os EUA e não dispõem de armas de destruição de massa; e não existem interesses econômicos estratégicos no território afegão. Por isso, a Guerra do Afeganistão se transformou numa incógnita para os analistas políticos e militares.

Do nosso ponto de vista, entretanto, a explicação da guerra e qualquer prospecção sobre o seu futuro requerem uma teoria e uma análise geopolítica de longo prazo, sobre a dinâmica das grandes potências que lideram ou comandam o sistema mundial, desde sua origem na Europa, nos séculos XV e XVI. Em síntese:

i) Nesse sistema mundial “europeu”, nunca houve nem haverá “paz perpétua”, porque se trata de um sistema que precisa da preparação para guerra e das próprias guerras para se ordenar e expandir;

ii) Nesse sistema, suas “grandes potências” sempre estiveram envolvidas numa espécie de guerra permanente. E no caso da Inglaterra e dos EUA, eles começaram – em média - uma nova guerra a cada três anos, desde o início da sua expansão mundial;

iii) Além disso, este mesmo sistema sempre teve um “foco bélico”, uma espécie de “buraco negro”, que se desloca no espaço e no tempo e que exerce uma força destrutiva e gravitacional sobre todo o sistema, mantendo-o junto e hierarquizado. Depois da Segunda Guerra Mundial, este centro gravitacional saiu da própria Europa e se deslocou na direção dos ponteiros do relógio: para o nordeste e sudeste asiático, com as Guerras da Coréia e do Vietnã, entre 1951 e 1975; e depois, para a Ásia Central, com as Guerras entre o Irã e o Iraque, e contra a invasão soviética do Afeganistão, durante a década de 80; com a Guerra do Golfo, no início dos anos 90; e com as Guerras do Iraque e do Afeganistão, nesta primeira década do século XXI.

iv) Deste ponto de vista, se pode prever que a Guerra do Afeganistão deverá continuar, mesmo sem perspectiva de vitória, e que os EUA só se retirarão do território afegão, quando o “epicentro bélico” do sistema mundial puder ser deslocado, provavelmente, na mesma direção dos ponteiros do relógio.

Artigo de José Luís Fiori

Temer: "Sérgio não é de guerra"



Sérgio Guerra é como a personagem Ofélia, do antigo programa humorístico “Balança mas não cai”, que botava o marido Fernandinho nos maiores apuros ao falar barbaridades, sempre seguidas pelo bordão “só abro a boca quando tenho certeza”.

O presidente do PSDB chamou o Bolsa Família de programa eleitoral, disse à Veja que se eleitos os tucanos acabariam com o PAC, contou para Roberto Jefferson que Álvaro Dias seria o vice de Serra, tentou contornar a mentira do Serra de que teria criado o FAT, enfim, tantas declarações “acertadas” que Lula o classificou com propriedade.

Depois de ter errado o vice e ver o estrago que o Da Costa anda fazendo, Guerra resolveu partir para o ataque contra Michel Temer, o vice de Dilma, chamando-o de “um guarda-roupa que ninguém quer nem faz questão”, como contou a coluna Radar Político, do Estadão.

Temer, que estava quieto no seu canto sem procurar aparecer como o vice de Serra, nem se abalou e destruiu o adversário com apenas uma declaração: “Coitadinho do Sérgio. Ele não é de guerra. Foi obrigado a fazer essas declarações. Mas eu não quero entrar nesse nível mais baixo da campanha. A Dilma e eu estávamos ontem em Natal no encontro da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) para debater o avanço científico do País. Eles deveriam fazer a mesma coisa.”

Guerra podia ter ido dormir sem essa e vai passar a noite em claro pensando qual a próxima declaração que irá fazer. Mas só quando tiver certeza, viu Sérgio?

Pescado do Tijolaço

Tarso Genro: Serra rememora a linguagem golpista pré-64


Serra se aproxima de ‘linguagem golpista e fascista’, diz Tarso

Em entrevista ao iG, ex-ministro diz que tucano comete ‘equívoco’ ao endossar acusações feitas pelo vice Indio da Costa ao PT

Líder nas pesquisas de opinião para o governo do Rio Grande do Sul, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) diz que o presidenciável tucano José Serra se aproxima da linguagem golpista e facista que levou ao golpe militar de 1964 ao endossar as declarações de seu vice, Indio da Costa, que acusou o PT de estar ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico.

Por outro lado, Tarso, que trava uma disputa dura com José Fogaça (PMDB), afirma que não pretende explorar na campanha os escândalos que marcaram a gestão da governadora tucana Yeda Crusius, terceira colocada nas pesquisas e que pode ser o fiel da balança em um eventual segundo turno. De olho nos votos tucanos, ele classifica como irracional a polarização que acompanha a política gaúcha desde a Revolução Farroupilha, no século 19.

“Todos sabemos qual é o problema que cada partido teve no verão passado”, disse Tarso ao iG, em entrevista concedida ao lado da lareira de sua casa no bairro Rio Branco, em Porto Alegre, na noite de quarta-feira.

iG – Qual é sua opinião sobre as declarações de Serra e seu vice quanto à ligação do PT com as Farc e o narcotráfico?

Tarso Genro – É um equívoco do Serra. Acho que ele tem estatuto político para não rememorar uma linguagem golpista que foi construída em 1964 e naquela época apenas substituía Farc por União Soviética e usava a mesma expressão “república sindicalista”. Espero sinceramente que isso seja mais um ato de solidariedade ao seu vice – que é notoriamente uma pessoa atrasada e reacionária – do que uma posição dele, uma pessoa que tem estatuto político para compreender que isso aí não leva a nada, só o desqualifica como figura pública.

iG – Mas o próprio Serra chegou a vincular o governo com o narcotráfico quando citou a Bolívia.

Tarso – Essa visão do Serra sobre vínculos com o narcotráfico de qualquer agremiação política é uma imputação que não condiz com o estatuto democrático do próprio Serra, porque é incriminação e pronto. É uma acusação que tem um corte ideológico facista que não é compatível nem com o Serra nem com o PSDB. O combate que o governo fez ao narcotráfico e às cooperações que fizemos neste sentido com países da América do Sul foram uma característica do governo Lula.

iG – A tentativa de identificar Dilma com a ala radical do PT, como aconteceu no episódio do programa de governo, pode atrapalhar?

Tarso – Isso é o mesmo que nós querermos identificar toda a oposição com aquele coronel facistóide do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro. Seria um equívoco. Essa linguagem de apontar os adversários como extremistas é uma linguagem da Guerra Fria. Isso não funciona mais. De uma parte porque aquela visão de Guerra Fria que tinha um inimigo com guizo vermelho do outro lado já não tem mais consistência. De outra parte porque o próprio sistema capitalista mundial, com o seu desenvolvimento globalizado tem disseminado os valores da democracia. Não há mais uma consciência que seja suscetível de ser trabalhada com essa visão da Guerra Fria.

iG – Se eleita, Dilma terá condições de fazer um governo mais à esquerda do que Lula?

Tarso – É inviável hoje qualquer proposta de desenvolvimento de um país e de sustentabilidade política de um governo que não tenha o centro como aliado. Até um dos grandes elementos positivos do projeto político do presidente foi despertar a necessidade do centro no País. Eu diria meio fisiológico, meio desideologizado, mas ainda é o centro político. É quem dá sustentabilidade a qualquer projeto. Creio que a Dilma vá governar com esse mesmo espectro político, com todas as grandezas e limitações que esse espectro possui. Não creio que vá ser mais ou menos radical que o do Lula.

iG –Além de fisiológico e desideologizado, o centro também agrega políticos com histórico de corrupção. O senhor lutou muito contra isso dentro do PT.

Tarso – O problema é que esses desvios existem em todos os partidos e não pode haver uma impugnação dos partidos. Se nós fizermos uma incriminação em grupo estaremos tendo uma posição medieval do ponto de vista do direito. Não podemos incriminar todo um bloco social ou toda uma comunidade. Os partidos reais são estes que estão aí. Qualquer governo precisa estabelecer um sistema de alianças e, seguramente, se o Serra ganhar a eleição – acredito que não vai ganhar – quem governaria com a parte mais difícil de ser contida seria ele e não a Dilma.

iG – Os escândalos que atingiram outros partidos varreram a discussão ética para debaixo do tapete nesta campanha?

Tarso – A questão ética não pode substituir o jogo da política sob pena de nós cairmos em campanhas que sejam concursos de moralismo, às vezes falso moralismo. Um governo tem que se destacar é atuando fortemente contra a corrupção e a ilegalidade como o governo Lula tem feito. É o governo que mais combateu a corrupção na história do País até hoje e me orgulho de ter tido um papel importante nisso.

iG – O pior desempenho de Dilma é na região Sul. Por outro lado o senhor lidera as pesquisas no Estado mais importante da região. É um paradoxo?

Tarso – Eu e a Dilma temos mais ou menos a mesma pontuação aqui. O que diferencia é que os meus adversários têm menos pontuação que o Serra. Não há dicotomia. Temos que crescer. Tanto eu quanto ela precisamos crescer e isso vai ocorrer fortemente quando houver conexão mais forte da minha campanha com a dela com a presença do presidente Lula (que participa nesta quinta-feira de comício em Porto Alegre).

iG – O senhor fica incomodado com o fato de o PMDB, que integra a base de Dilma, ter candidato ao governo em coligação com o PDT, que também integra a aliança de Dilma?

Tarso – Não há problema. Nós queríamos que o PMDB apoiasse a Dilma, que ela tivesse dois palanques ou até três aqui. O PMDB fez uma espécie de logro ao PDT. Prometeu apoio à Dilma, sancionado pelo presidente Carlos Lupi, e depois não apoiou. O PDT foi induzido a erro. Nós queremos que o PMDB apoie a Dilma. Que seja bem vindo. O nosso contencioso com o PMDB aqui no Estado não deveria prejudicar o apoio nacional. O fato é que foi uma escolha do PMDB e não nossa.

iG – Alguns dirigentes do PDT gaúcho acusam o PT de aliciar seus quadros. Isso pode causar turbulências à campanha de Dilma?

Tarso – Isso é uma coisa que não se sustenta. Os quadros do PDT são maduros, experientes, não se deixariam aliciar. As pessoas se inclinaram à minha candidatura e à da Dilma porque o PMDB não está apoiando a Dilma e então se sentiram liberadas. Mesmo que o PDT não nos apóie nós vamos convida-lo para participar do nosso governo porque o PDT tem muito mais identidade programática conosco do que o PMDB.

iG – O senhor pretende explorar os escândalos do governo Yeda Crusius (PSDB) na campanha?

Tarso – Todos nós sabemos que tem diferenças éticas entre nós e todos nós sabemos qual é o problema que cada partido teve no verão passado. Mas esta questão está sendo tratada de uma maneira muito elevada. Todos nós estamos apresentando qual é nossa posição para promover o combate à corrupção no Estado sem qualquer tipo de acusação pessoal. Isso é um sinal de mudança política aqui no Estado e de qualificação. É uma renovação no debate político de um estado que sempre esteve muito polarizado, às vezes meio irracional.

Ricardo Galhardo, enviado ao Rio Grande do Sul 29/07/2010 13:23

No IG

Ministra de Serra é contra emprestar dinheiro à Petrobrás


Amigo navegante telefona perplexo para perguntar se ouvi a Miriam Leitão hoje na CBN.

Respondi que não tive este incomparável prazer.

Diz-me ele que, para Miriam, o empréstimo da Caixa Economica Federal de R$ 2 bilhões à Petrobras é um desvio de função.

Como se sabe, a Caixa é um banco.

Como se sabe, a Petrobras é a maior empresa da América Latina e o seu crédito tem a classificação internacional máxima: AAA.

A Caixa tem em caixa um colchão de R$ 100 bilhões de recursos próprios.

Ou seja, o empréstimo da Petrobras é uma gota d’água nesse colchão.

A função precípua da Caixa é financiar a compra da casa própria.

Até segunda-feira passada, a Caixa tinha financiado R$ 38 bilhões para comprar casa própria.

Isso equivale a um aumento de 95% sobre o que a Caixa financiou em todo o ano passado.

Se o banco da Miriam não empresta à Petrobras, está na hora de avaliar, pelos critérios da Basiléia, a solvência do banco e a sensatez de seus administradores.

Desde 1952, quando a Petrobras foi fundada, a Miriam Leitão e o PiG (*) são contra a Petrobras e assim serão até 2052.

Quando não haverá vestígio de um e nem de outro e a Petrobras continuará a ser a maior empresa da América Latina.

E cada vez mais brasileiros terão casa própria.

E cada vez menos brasileiros terão o incomparável prazer de ouvir a CBN.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pesquisa IBOPE no Espírito Santo - Renato Casa Grande(PSB) 51% Luiz Paulo Velozo Lucas(PSDB) 18%

Pesquisa divulgada pelo Ibope nesta quarta-feira (28) revelou que o candidato do PSB ao governo do Espírito Santo, Renato Casagrande, lidera a disputa para o cargo, com 51% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o candidato do PSDB, Luiz Paulo Velozo Lucas, que possui 18% das intenções de voto. Dr. Gilberto Caregnato (PRTB) aparece em terceiro, com 2%, enquanto Brice Bragato (PSOL) e Avelar (PCO) estão empatados, com 1% da preferência.

A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) e o Centro da Indústria do Espírito Santo (Cindes) e os resultados apresentados hoje, na sede da Federação, em Vitória. De acordo com o levantamento, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, está tecnicamente empatado com a candidata do PT, Dilma Rousseff. Serra aparece com 38% das intenções de voto dos capixabas, contra 36% de Dilma, uma diferença dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3%. A candidata do PV, Marina Silva, é citada por 9% dos entrevistados e Plínio de Arruda (PSOL) tem apenas 1%.

O levantamento também avaliou a preferência dos capixabas para o cargo de senador. Segundo o Ibope, Magno Malta (PR) tem 53% das intenções de voto; seguido por Ricardo Ferraço (PMDB), com 49%; e Rita Camata (PSDB), com 30%. O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, José Carlos Gratz (PSL), que teve a candidatura barrada por conta da Lei Ficha Limpa, ainda aparece na pesquisa com 7% das intenções de voto para o Senado.

A pesquisa também confirmou as expectativas da Findes quanto à visão do capixaba sobre sua própria situação econômica, com cerca de 81% dos entrevistados afirmando que o ano de 2010 está sendo bom/muito bom. "Esta visão positiva da população capixaba sobre a nossa economia reflete diretamente no aumento do consumo no comércio, que por sua vez aumenta a demanda junto às indústrias que, por fim, repassam este aumento aos seus fornecedores. Trata-se de um círculo virtuoso que só fortalece a nossa economia", avaliou o presidente da Findes/Cindes, Lucas Izoton. O otimismo do capixaba também reflete em seu temor pelo desemprego, com 52% afirmando que não se preocupam com esta questão.

"Um dos trabalhos mais fortes da Findes é justamente de oferecer qualificação profissional a setores que alavancam nossa economia, porém ainda contam com escassez de pessoal qualificado, e isto acaba influenciando um pouco nas opiniões de quem teme pelo desemprego na pesquisa", ponderou Izoton.

A pesquisa ouviu 812 eleitores, entre os dias 22 e 25 de julho. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela foi registrada no TRE/ES sob número 10613/2010 e no TSE sob protocolo 20616/2010.

A branda e morna torrente feminina

Ao longo da história da humanidade, a mulher tem exercido um papel de fundamental importância para a civilização humana, como elemento catalisador de sonhos, de esperanças, de todos projetos mais duradouros e perenes que têm motivado as ações do homem. Ações que motivaram seu desejo de fixação, em contraposição ao nomadismo da pré-história; que fizeram nascer as religiões e o poder; que conduziram à necessidade de produção, de expansão territorial, de construção das cidadelas, das fortalezas; que motivaram guerras, como a de Tróia; que inspiraram a constituição da família; que distinguiram os povos e as nações; que fizeram o progresso das ciências e o mundo contemporâneo.

Na síntese de toda essa evolução, a presença da mulher, do simbolismo de sua ternura, de sua força, na maternidade que lhe é imanente, como ponto de partida e chegada para todas as empreitadas de conquista que o homem se envolveu, se envolve e envolverá.

A mulher é o mais importante referencial da família. É ela quem gesta, quem pare, quem cria, mais diretamente, quem educa e, hoje, quem provê, a maioria dos lares, em nosso país. A mulher, a mãe, a trabalhadora, o ponto de equilíbrio das intempéries sociais.

Nada mais justo, portanto, que reverenciar aquelas que são, antes de tudo, nossas companheiras de destino, nossos mais envolventes e definitivos sonhos, nossas mais permanentes esperanças. Nada mais justo que gestos de fraternidade, em torno daquelas que representam o limite de nossos horizontes instintivos, de nossas renovadas motivações, e o segredo de nossas forças, para vencer os obstáculos dos caminhos.

Para elas, todos os poemas, todas as canções, e tudo aquilo que melhor possamos qualificar nesse plano de energia temporal, onde começam e terminam nossos encantos e desventuras. Para elas, todas as palavras que possam traduzir o indizível, que possam realçar, ante os olhos e os sentimentos das nações e dos povos, a sua condição de ser especial, singular e divino.

No entanto, apesar de toda a grandeza espiritual e física da mulher, vivemos num mundo dominado por sentimentos de conquistas, de supremacia, de intensos preconceitos quanto ao ser feminino. Paradoxalmente, os conflitos de gênero que nossa civilização registra apontam o homem como o principal agente agressor, enquanto a mulher vem sendo vitimada, na maioria dos casos, a partir de seu próprio lar.

Os veículos de comunicação têm mostrado aspectos gravíssimos desse conflito contemporâneo: a relação homem e mulher, independente mesmo de cultura, formação religiosa e nível econômico.
Precisamos de mais campanhas e mais repressão que venham inibir a violência contra as mulheres. Essas campanhas são da mais alta relevância para a sociedade e para o futuro, pois elas chamam à reflexão e à responsabilidade, todos nós, incluindo o poder público, a família, as instituições que devem estar vigilantes, resguardando direitos e deveres essenciais do cidadão.

Entre os tipos de violência está a gravíssima forma da violência sexual. As novelas, os comerciais, os filmes, os desenhos animados, estão impregnados de apelo sexual, erótico, predispondo as pessoas à liberação de suas energias sexuais, de forma, muitas vezes, irresponsável e criminosa.

O desejo sexual é um dos mais fortes e incontroláveis impulsos primitivos que temos. Freud, ao formular a teoria da libido, o fez com bases em estudos e observações de casos, em seu consultório de psicanálise. Significa dizer que somos todos, independentemente, de nossa formação e cultura, conduzidos à prática do sexo, por uma necessidade vital mesmo, como elo de preservação da espécie humana. É força instintiva, inelutável, da natureza animal.

Precisamos, no entanto, nos conscientizar, como seres inteligentes que somos, para a prática de um sexo com responsabilidade, com consciência de seus riscos, especialmente para aqueles que não dispõem ainda de maturidade para a compreensão desses riscos, que são os adolescentes e as crianças.

As leis estão ai e são severas para os casos de estupro, para os casos de homicídios. Mas ainda não o são, nos casos de assédio, seja qual for a sua forma. Como proteger nossas crianças desses abusos e dessas violências? As escolas podem ser um caminho eficiente. A família, com certeza, também pode ser.

Todos podemos ajudar a libertar aqueles que estão presos a esses dramas, como vítimas. Todos podemos fazer algo construtivo, se não pactuarmos com o silêncio, se soubermos ser vigilantes indignados, com essa dura e destrutiva realidade.

Para onde vamos? Para onde irão nossas crianças, nossas meninas? Vamos todos para o futuro. Mas para qual futuro? Se não soubermos encontrar respostas satisfatórias às nossas perplexidades e expectativas, poderemos sucumbir, presos em nossas próprias teias, fazendo mergulhar na descrença e no desânimo, nossos sonhos e esperanças; enchendo de sombras e escuridão o futuro que estamos ajudando a construir, para ser um novo momento de glória para o homem, para Deus e para a humanidade. Amar a cidade é respeitar e proteger as mulheres.

Por Ivan Sarney

Pesquisa no Amazonas: Dilma 57,6% e Serra 16,3% -- Artur Virgílio está se afogando

A pesquisa foi realizada pela empresa Perspectiva Tecnologiada Informação entre os dias 20 e 27 de julho de 2010 com recursos próprios, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral(TSE)sob o número 20.685/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas(TRE-AM)sob o número17.968/2010.

A Perspectiva é uma empresa vinculada ao Conselho Regionalde Administração do Amazonas e Roraima(CRA/AM/RR),sob o nº367/PJ, ao Conselho Regional de Estatística da 1ªRegião,sob o nº33, e à Associação Brasileiradas Empresas de Pesquisa(Abep),desde 14de maio de 1997,sob o nº127.

Veja o resultado:

Dilma Rousseff(PT) 57,6% Espontânia: 36,3%
José Serra(PSDB) 16,3% Espontânia: 5,6%
Marina Silva(PV) 15,3% Espontânia: 3,7%

Para o Senado:

Eduardo Braga: 81%
Artur Virgílio: 39%
Vanessa Grazziotin: 39%